19 de abril de 2011

Sure, of course

Postado por Nana às 08:15 4 comentários

Tenho dúvida se serei bom o bastante pra ti, se realmente a mereço, se conseguirei corresponder o que sente por mim de forma igual e maior. E minhas certezas... eu tenho certeza que quero você do meu lado, tenho certeza que te amo, tenho certeza que me ama, tenho certeza que juntos vamos passar por qualquer coisa. Agora, se tem dúvida a respeito de alguma certeza minha, bem... podemos conversar.

6 de abril de 2011

Aimèe's death~

Postado por Nana às 23:21 7 comentários

Ela gritou, desesperada. Corria tão rápido, tropeçando na barra rasgada de seu vestido branco, que mal conseguia ficar de pé. Parecia um animal, um animal indefeso e sem a mínima capacidade de raciocinar. Um animal que lutava para sobreviver em meio ao caos, à dor e o sofrimento. Em seu rosto, carregava um pesar tão profundo que quase se podia ler, em letras irreais, um silencioso pedido de ajuda. Uma súplica, uma prece. Seus trajes, mesclados ao rubro do sangue, pareciam pesados, como uma âncora, e cada passo que ela dava parecia-lhe custar muito esforço. Corria sempre em linha reta, como se vislumbrasse no horizonte uma rota de fuga, um caminho seguro por onde pudesse seguir, embora nem o próprio ambiente fosse visível, limitado a alguns borrões negros e cinzentos em conjunto. Seus berros, macabros e estridentes, seguiam sem cessar um segundo, embora fossem morrendo à medida que ela corria e corria. Corria desesperadamente de alguém. Alguém que a perseguia, que queria lhe fazer mal. Alguém que queria machucá-la. A silhueta negra e borrada caminhava parecendo não ter a mínima pressa, esboçando em seus movimentos, sutis e friamente calculados, uma clara ânsia incontrolável de realizar o que quer que brotasse em sua mente. Ela parou, cabisbaixa. Seu rosto foi virando lentamente e seus olhos passaram a observar em minha direção. Pareciam, porém, enxergar além de mim, como se eu não representasse nada mais que um simples codjuvante surpresa naquele teatro de horror. Ela caminhou em minha direção em silêncio, com os olhos, de um azul ciano jamais visto, fixos no que parecia estar exatamente onde eu me encontrava. Estendeu a mão e entreabriu a boca, fazendo menção de dizer algo, mas o que quer que pretendesse deixar os seus lábios morreu ali mesmo. Implorava ajuda, ou apenas perdão. Talvez redenção, ou apenas que eu lhe aliviasse o sofrimento. Seu corpo, frágil e de uma alvidez rara, desfalecia, sem vida, e o último sopro de brisa bagunçava seus longos cabelos prateados, ao mesmo tempo em que a poça do fluido vermelho rubro crescia ao redor do seu ventre, colado ao frio chão.

Trecho de Lotus Carmesin, meu livro.
 

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